Ilustração de um funcionário de supermercado reorganizando uma gôndola, colocando um pacote de café premium na altura dos olhos e retirando uma caixa de sabão em pó ao lado de um sabão líquido com refil, representando o gerenciamento de categorias

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Supermercados

Gerenciamento de categorias: o shopper trocou de produto

Resposta rápida: gerenciamento de categorias é tratar cada categoria como uma unidade de negócio, com papel, sortimento, preço e exposição próprios. Em agosto de 2026, o painel Scanntech mostrou o cliente trocando de produto dentro da categoria: tempero industrializado perdeu 1,34 ponto percentual de presença nas cestas e tempero natural ganhou 0,88. Café moído perdeu 0,75 e café premium ganhou 0,20; sabão em pó perdeu 0,58 e sabão líquido ganhou 0,14. O trabalho é ler essa troca no PDV e ajustar o sortimento antes que ela vire estoque parado.

A maior queda de presença nas cestas em agosto de 2026 foi a do tempero industrializado. O par dela subiu: tempero natural. O Radar Scanntech – Edição de Agosto, publicada em 8 de setembro de 2026, chama isso de "substituição dentro de Mercearia" e diz que "o mesmo padrão aparece em outras cestas", em limpeza e em café; e "Bebidas repete a lógica em dois eixos": as não alcoólicas sobem e as alcoólicas recuam. O shopper, o cliente na hora da compra, mudou de prateleira. Fluxo em loja é outra conta; a troca dentro da categoria acontece com quem continua entrando. Este artigo explica o que é gerenciamento de categorias, mostra a troca medida em agosto e dá o método para um supermercado de 1 a 9 checkouts ajustar sortimento e gôndola com o dado do próprio PDV.

O que é gerenciamento de categorias

Gerenciamento de categorias é o método que trata cada categoria de produtos como uma unidade de negócio, com papel definido, sortimento, preço, exposição e meta próprios. A categoria é definida do jeito que o cliente compra, "lavar roupa" e não "sabão", e decisões de compra e de gôndola são tomadas por categoria, não item a item. Gestão de categorias e gerenciamento por categorias são nomes do mesmo método.

A base do método é o papel da categoria. Quatro papéis cobrem a maioria das lojas:

PapelO que faz na lojaExemplos comuns
DestinoTraz o cliente até a loja; preço competitivo e sortimento completopão, carne, hortifrúti
RotinaCompra frequente, margem média, sempre disponívelarroz, óleo, sabão, café
OcasionalVende em datas ou estaçõesprotetor solar, panetone
ConveniênciaResolve uma necessidade na hora; margem maiorpilha, tempero pronto, energético

O papel define a régua. Uma categoria de destino se mede por fluxo e por preço em relação ao concorrente. Uma de conveniência se mede por margem e por presença no cupom. Aplicar a mesma régua a todas é o erro mais comum, e o que faz o gestor cortar do sortimento o item que trazia o cliente.

Gerenciamento de categorias não é a mesma coisa que montar o mix. O mix decide quantas marcas e quantos tamanhos a loja tem; as estratégias de mix de produtos do supermercado estão em outro texto. O gerenciamento de categorias decide o que cada categoria precisa entregar e lê, com dado de venda, se ela está entregando. A troca de produto dentro da categoria, que agosto de 2026 mostrou com clareza, é exatamente o tipo de sinal que o método existe para captar.

A substituição que o painel mostra em agosto de 2026

Em agosto de 2026, o cliente do varejo alimentar brasileiro trocou de produto dentro da categoria em pelo menos quatro cestas. Tempero industrializado perdeu 1,34 ponto percentual de incidência nas cestas, a maior queda do mês, enquanto tempero natural ganhou 0,88. Café moído perdeu 0,75 e café premium ganhou 0,20. Sabão em pó perdeu 0,58 e sabão líquido ganhou 0,14. Em bebidas o movimento é entre eixos, não entre pares: energético ganhou 1,12 e água 0,76, enquanto cerveja perdeu 0,29 e vinho 0,15.

Incidência na cesta é a presença da categoria nos cupons de compra. Quando tempero industrializado perde 1,34 ponto, ele aparece em 1,34 ponto percentual a menos dos cupons do que aparecia em agosto de 2025.

CestaPerdeu presençaGanhou presença
MerceariaTempero industrializado −1,34 p.p. · Doce industrializado −0,73 · Leite condensado −0,41Tempero natural +0,88 p.p. · Goma de mascar +0,31 · Leite com sabor proteico +0,23
Mercearia básicaCafé moído −0,75 p.p. · Açúcar −0,65 · Óleo vegetal −0,50Café premium +0,20 p.p. · Café cápsula +0,05 · Café em grão +0,01
LimpezaSabão em pó −0,58 p.p. · Água sanitária −0,23 · Sabão em pedra −0,20Limpador essência +0,21 p.p. · Sabão líquido +0,14 · Inseticida +0,07
BebidasCerveja −0,29 p.p. · Suco em pó −0,26 · Vinho −0,15Energético +1,12 p.p. · Água +0,76 · Refrigerante +0,60

Variação de incidência, agosto/2026 vs agosto/2025. Fonte: Radar Scanntech – Edição de Agosto, p. 22.

A leitura da Scanntech é direta: "Em Mercearia básica, Café Moído perde 0,75 p.p. e os formatos premium avançam". O contexto reforça. A cesta de mercearia básica perdeu 7,3% em faturamento em agosto de 2026, e café perdeu 17,9%, com preço em queda depois de anos de alta. O cliente compra menos café moído e, quando compra café, paga mais pelo premium. A categoria encolhe pela base e cresce pelo topo ao mesmo tempo.

Para a loja, a pergunta não é "café vende menos?". É "qual café vende menos, e qual vende mais?". Uma gôndola com cinco marcas de café moído e nenhum premium responde a uma demanda de 2024.

Missão de compra e coexistência: o que vender junto

Missão de compra é o motivo da visita: abastecimento, reposição, compra expressa, refeição, snacks ou outros. Coexistência é o que aparece no mesmo cupom que a categoria. Os dois dados dizem onde a categoria deve ficar e o que deve ficar ao lado dela. De janeiro a agosto de 2026, 82% das compras de sabão líquido no varejo alimentar foram de abastecimento, e a categoria coexistiu no cupom com amaciante, biscoito e detergente líquido.

Categoria em alta (jan–ago/2026)Missão de compra dominanteCoexiste no cupom comLeitura do Radar
Sabão líquido (+0,30 p.p.)Abastecimento 82% · Reposição 12% · Express 5%Amaciante, biscoito, detergente líquido"Oportunidade de exposição conjunta de produtos de limpeza"
Café premium (+0,11 p.p.)Abastecimento 74% · Reposição 17%Biscoito, leite, iogurte"sinal de um sortimento de café da manhã"
Energéticos (+0,8 p.p.)Abastecimento 41% · Reposição e refeições somam 35%Refrigerante, chocolate, petisco snack"indica compra de impulso"

Incidência acumulada de janeiro a agosto de 2026. Fonte: Radar Scanntech – Edição de Agosto, p. 23.

Os três casos pedem três decisões diferentes de gôndola. Sabão líquido é compra de abastecimento: o cliente vem com lista e leva amaciante e detergente junto. O lugar dele é na seção de limpeza, com o refil ao lado da garrafa e o amaciante concentrado na prateleira vizinha. Café premium coexiste com leite e iogurte: é o café da manhã, e uma ponta de gôndola com café, biscoito e leite fala com quem está montando essa refeição. Energético não tem missão dominante e anda com refrigerante, chocolate e petisco: é impulso, e pede geladeira perto do caixa.

A mesma leitura de missão de compra vale para perecíveis, e o caso das frutas está em missão de compra no hortifrúti. Aqui o ponto é o método: a decisão de onde expor sai do cupom, não do hábito.

Como funciona o gerenciamento de categoria em supermercados pequenos: 5 passos

O gerenciamento de categoria em um supermercado de 1 a 9 checkouts funciona em cinco passos: definir a categoria como o cliente compra, dar a ela um papel, avaliar com o dado do PDV, aplicar as táticas de sortimento e gôndola e revisar a cada ciclo. Não precisa de software de indústria; precisa de relatório por subcategoria e de disciplina para tirar produto da prateleira.

  1. Definir a categoria como o cliente compra. "Lavar roupa" reúne sabão em pó, sabão líquido, sabão em pedra, amaciante e tira-manchas. "Café" reúne moído, premium, cápsula e grão. A categoria certa é a que o cliente resolve numa parada só.
  2. Dar o papel. Destino, rotina, ocasional ou conveniência, com dado: presença nos cupons, giro e margem. Café é rotina na maioria das lojas; energético é conveniência.
  3. Avaliar com o PDV. Para cada par que troca, contar quantos SKUs sobrepostos existem de cada lado. Cinco marcas de café moído com uma perdendo presença e nenhum café premium é um desequilíbrio visível no relatório. A curva ABC ajuda a achar o item que só ocupa espaço.
  4. Aplicar as táticas. Na gôndola pequena vale a regra "um entra, um sai": o café premium entra no lugar da quinta marca de moído, não ao lado dela. Escada de valor na prateleira: item de combate embaixo, premium na altura dos olhos. Refil ao lado da garrafa. O complementar de maior coexistência, o amaciante, ao lado do sabão líquido.
  5. Revisar a cada ciclo. O que sobrou do lado que perde presença precisa girar antes da próxima compra; o que entrou precisa mostrar incidência crescente nos cupons em quatro a oito semanas. Sem isso, a troca de sortimento vira estoque.

O passo 3 é o que separa gerenciamento de categorias de palpite. Em agosto de 2026 o painel nacional mostrou café moído caindo e premium subindo; a loja precisa saber se o próprio cupom mostra o mesmo, e em que velocidade. O dado nacional diz para onde olhar. O dado da loja diz o que fazer.

Premiumização sem inflar o estoque

Premiumização é o cliente pagando mais pela versão superior da mesma categoria: o café premium no lugar do moído, o leite com sabor proteico, o tempero natural no lugar do industrializado. Em agosto de 2026, tempero natural e café premium subiram de presença nas cestas enquanto tempero industrializado e café moído caíram, e leite com sabor proteico ganhou 0,23 ponto percentual. É boa notícia para a margem e um risco para o estoque, porque o item premium gira mais devagar e custa mais por unidade parada.

O risco tem número. Em agosto de 2026, a não venda do varejo alimentar, itens que estão na loja e não venderam nenhuma unidade no período, subiu para 11,4%, e os dias de estoque chegaram a 43. Nas lojas de 1 a 9 checkouts a não venda foi de 12,1%, a maior entre os perfis. O detalhe desses indicadores, e como lê-los juntos, está em estoque parado.

A cesta de perfumaria é o exemplo extremo do que acontece quando o sortimento cresce sem tirar nada. Em agosto de 2026 ela chegou a 76 dias de estoque, 21,4 dias a mais que um ano antes, com não venda de 12,3%. Dentro dela, fralda infantil operava com estoque próximo de 107 dias e ruptura na média, "o pior caso de capital parado", enquanto papel higiênico, o item de maior venda da cesta, ficava no limite do alto risco, com ruptura acima da média e estoque abaixo. Capital parado no item que não gira e falta no item que gira: é o retrato de uma categoria sem gerenciamento.

Três regras evitam isso na premiumização:

  • Entrar com pouco. Uma ou duas marcas premium conhecidas, não uma linha inteira. O cupom mostra em semanas se a categoria aceitou.
  • Tirar antes de pôr. O espaço do premium sai do SKU básico que perdeu presença, e o estoque desse SKU precisa girar antes da troca.
  • Ler dias de estoque por subcategoria. O premium tem cobertura maior por natureza; o limite é a cobertura da categoria não subir.

Quais são as categorias de supermercado e como cada uma se moveu

As categorias de um supermercado se agrupam em cestas, e o painel Scanntech acompanha oito no canal alimentar: perecíveis, mercearia, mercearia básica, bebidas, limpeza, perfumaria, bazar e pet. Em agosto de 2026, só pet cresceu em unidades, 4,0%, com preço por unidade 3,1% menor; limpeza teve o maior crescimento em valor, 4,7%, todo por preço; mercearia básica teve a maior queda, 7,3%.

CestaValorUnidadesPreço por unidade
Limpeza+4,7%−1,4%+6,2%
Perecíveis+3,1%−1,9%+5,1%
Bebidas+2,5%−1,5%+4,0%
Perfumaria+1,7%−3,9%+5,8%
Pet+0,7%+4,0%−3,1%
Mercearia−0,9%−4,3%+3,5%
Bazar−3,0%−3,4%+0,5%
Mercearia básica−7,3%−6,1%−1,3%

Agosto/2026 vs agosto/2025, mesmas lojas. Fonte: Radar Scanntech – Edição de Agosto, p. 26.

Dentro de cada cesta, o gerenciamento de categorias desce um nível. Em agosto de 2026, em perecíveis, bovino in natura cresceu 13,5% em valor, legume 9,3% e queijo 6,5%, enquanto ovo caiu 7,5%. Em mercearia, sardinha enlatada cresceu 25,6% e fórmula infantil caiu 25,3%. Em pet, medicamento para cães e gatos cresceu 18,7% e alimento para gato 13,1%. Nenhuma dessas leituras aparece no total da cesta. Aparecem na subcategoria, que é o nível em que o sortimento se decide.

A tabela também mostra o que o papel da categoria faz com a leitura. Mercearia básica cai 7,3% e continua sendo a cesta de rotina que traz o cliente toda semana: café, açúcar e óleo entram na lista mesmo com preço em queda. Pet cresce em unidades com preço menor e também é rotina para quem tem animal em casa. A categoria de rotina que encolhe não sai da loja; ela muda de composição.

O que o sistema precisa mostrar para gerenciar categorias

Para gerenciar categorias, o sistema precisa mostrar quatro relatórios: presença da subcategoria nos cupons ao longo das semanas, giro e dias de estoque por subcategoria, margem por SKU e os itens que aparecem juntos no mesmo cupom. Com esses quatro, a troca de café moído por premium aparece na loja antes de aparecer no painel nacional.

Quem opera supermercado há décadas conhece o caminho contrário: o gestor percebe a troca quando a quinta marca de café moído vence na prateleira e o representante do café premium já passou três vezes. O cupom mostrava a mudança meses antes. Faltava o relatório por subcategoria, com a série semanal, e não o total da categoria.

No ERP da Apogeu Tech, que atende supermercados há mais de 34 anos, os relatórios de vendas por subcategoria trazem unidades, valor e margem por período, o relatório de itens por cupom mostra o que sai junto e a cobertura de estoque sai por grupo de produto. É o suficiente para os cinco passos deste artigo. Quem quer ver como isso funciona na própria loja pode conhecer o sistema para supermercados da Apogeu.

Perguntas frequentes

O que é gestão por categoria?

Gestão por categoria, ou gerenciamento de categorias, é o método que trata cada categoria de produtos como uma unidade de negócio, com papel, sortimento, preço, exposição e meta próprios. A categoria é definida do jeito que o cliente compra, e as decisões de compra e de gôndola são tomadas por categoria, com dado de venda, e não item a item.

Como funciona o gerenciamento de categoria em supermercados?

Funciona em cinco passos: definir a categoria como o cliente compra, dar a ela um papel (destino, rotina, ocasional ou conveniência), avaliar com dados do PDV, aplicar táticas de sortimento e exposição e revisar a cada ciclo. Em loja pequena, a tática principal é "um entra, um sai": o produto novo ocupa o espaço do que perdeu presença nos cupons.

Quais são as categorias de supermercado?

O painel Scanntech agrupa o canal alimentar em oito cestas: perecíveis, mercearia, mercearia básica, bebidas, limpeza, perfumaria, bazar e pet. Cada cesta se divide em categorias e subcategorias, como café moído, café premium e café em cápsula dentro de mercearia básica. O gerenciamento de categorias trabalha no nível da subcategoria, onde a troca de produto acontece.

Como saber se o cliente está trocando de produto na minha loja?

Comparando a presença de cada subcategoria nos cupons ao longo das semanas: se café moído aparece em menos cupons e café premium em mais, a troca está em curso. No ERP da Apogeu Tech, o relatório de vendas por subcategoria e o relatório de itens por cupom mostram essa série sem exportar planilha.

A categoria não encolheu; ela mudou de composição

Agosto de 2026 mostrou o cliente do varejo alimentar trocando de produto dentro da categoria: tempero natural no lugar do industrializado, café premium no lugar do moído, sabão líquido no lugar do pó, bebidas não alcoólicas no lugar das alcoólicas. Gerenciamento de categorias é o método que lê essa troca no cupom e a leva para a gôndola, sem deixar o lado que perde virar estoque parado.

Veja quais subcategorias sobem e quais caem nos seus cupons antes de mudar a gôndola: conheça o ERP da Apogeu para supermercados.

Referências e fontes

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