Farmacêutico mostrando caixa de remédio original e genérico lado a lado no balcão da farmácia

Compartilhe com sua rede

Compartilhe no FacebookCompartilhe no LinkedIn
PBM

Qual a Diferença do Remédio Original para o Genérico?

Resposta rápida: o remédio original, chamado de medicamento de referência, é o produto inovador cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas na Anvisa no registro. O genérico tem o mesmo princípio ativo, dose, forma farmacêutica e via, é vendido pelo nome do princípio ativo (DCB) e prova na Anvisa que é bioequivalente ao de referência, por isso pode substituí-lo, conforme a Lei 9.787/1999. A diferença para o paciente está na marca, na embalagem e no preço, não no efeito esperado.

O que é medicamento de referência?

Medicamento de referência é o produto inovador registrado na Anvisa e vendido no Brasil, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente no registro. A definição está na Lei 6.360/1976, com a redação dada pela Lei 9.787/1999.

O medicamento de referência é o parâmetro: o genérico e o similar são testados em comparação a ele. É o remédio que o cliente costuma chamar de "original" no balcão, vendido com a marca do laboratório que o desenvolveu.

O que é um medicamento genérico?

Medicamento genérico é o medicamento que se pretende intercambiável com o de referência, geralmente produzido depois que a patente do original expira, com eficácia, segurança e qualidade comprovadas e designado pelo nome do princípio ativo (Denominação Comum Brasileira, a DCB). A definição também está na Lei 9.787/1999.

  • O genérico precisa comprovar bioequivalência com o medicamento de referência.
  • O genérico não tem nome comercial: a embalagem traz o nome do princípio ativo.
  • Na embalagem, o genérico traz uma faixa amarela com o logotipo da letra "G" e as palavras "Medicamento Genérico".
  • Assim como o remédio de referência, o genérico é registrado na Anvisa.

No balcão, a explicação é direta: o genérico tem o mesmo princípio ativo, a mesma dose e a mesma forma farmacêutica do original, e comprovou na Anvisa que age da mesma forma no organismo.

O que são medicamentos similares?

Medicamento similar é o que tem o mesmo princípio ativo, concentração, forma farmacêutica, via, posologia e indicação do medicamento de referência, mas é vendido com nome comercial ou marca. Segundo a Lei 9.787/1999, o similar pode diferir do original só em tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos.

  • O similar contém a mesma substância ativa do original.
  • A apresentação do similar pode mudar: cor, formato, embalagem e excipientes (substâncias que ajudam a dar forma ao remédio).
  • A RDC 134/2003 obrigou os similares já registrados a apresentar à Anvisa estudos de equivalência com o medicamento de referência; hoje a adequação segue a RDC 675/2022.
  • Só o similar que passou nos testes comparativos pode substituir o de referência. É o "similar intercambiável", e a bula dele traz a frase "MEDICAMENTO SIMILAR EQUIVALENTE AO MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA".

Como o similar tem marca, muitos consumidores lembram do nome comercial e o procuram por esse nome no balcão.

Troca entre tipos de medicamento deve sempre respeitar a orientação do farmacêutico ou do médico.

Diferenças e semelhanças: genérico, similar e referência

A diferença prática entre referência, genérico e similar está em como cada um é identificado e em qual troca a Anvisa permite.

ReferênciaGenéricoSimilar
Nome na embalagemMarca do laboratórioNome do princípio ativo (DCB)Nome comercial ou marca
Identificação visualEmbalagem da marcaFaixa amarela com a letra "G"Embalagem da marca; bula do intercambiável traz "MEDICAMENTO SIMILAR EQUIVALENTE AO MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA"
Comparado a quemÉ o parâmetroAo medicamento de referência (bioequivalência)Ao medicamento de referência
Troca permitidaPelo genérico ou pelo similar intercambiávelPelo seu medicamento de referênciaSó o intercambiável, e só pelo seu medicamento de referência

Uma troca que a Anvisa não permite: o similar receitado não pode ser trocado por um genérico, nem o genérico por um similar. Os testes dos dois foram feitos em comparação ao medicamento de referência, e não entre si.

Bioequivalência e intercambialidade: palavras que fazem diferença

Bioequivalência é a demonstração de que dois produtos com a mesma forma farmacêutica e a mesma composição de princípio ativo têm biodisponibilidade comparável, ou seja, o princípio ativo é absorvido na mesma velocidade e na mesma extensão. A definição está na Lei 9.787/1999.

Intercambialidade significa que o produto é equivalente terapêutico do medicamento de referência, com essencialmente os mesmos efeitos de eficácia e segurança, e por isso pode substituí-lo.

Na farmácia, a Lei 9.787/1999 manda respeitar a decisão expressa do prescritor: se o médico ou o dentista escrever na receita que não autoriza a troca, o farmacêutico não substitui o medicamento de referência pelo genérico.

Como identificar medicamentos genéricos no balcão da farmácia?

O medicamento genérico se identifica pela embalagem, conforme a RDC 768/2022 da Anvisa, em vigor desde 3 de julho de 2023:

  • O genérico não traz marca, só o nome do princípio ativo.
  • A embalagem secundária tem uma faixa amarela na face frontal, com largura de 1/8 da maior face.
  • Dentro da faixa amarela vai só o logotipo do genérico: a letra "G" estilizada e as palavras "Medicamento Genérico" em azul.
  • No genérico de venda sob prescrição, a faixa amarela fica logo acima da faixa vermelha.

Para o balcão, o que ajuda é ter o cadastro de produtos organizado pelo princípio ativo, para o atendente mostrar ao cliente as opções de referência, genérico e similar intercambiável do mesmo medicamento.

Perguntas frequentes

O genérico tem o mesmo efeito do remédio original?

Sim. O genérico tem o mesmo princípio ativo, dose, forma farmacêutica e via do medicamento de referência e precisa comprovar bioequivalência na Anvisa, isto é, absorção do princípio ativo comparável à do original. Por isso a Lei 9.787/1999 o trata como intercambiável com o medicamento de referência, salvo restrição do prescritor.

O farmacêutico pode trocar o remédio da receita pelo genérico?

Sim, quando a receita traz o medicamento de referência e o prescritor não proibiu a troca por escrito. A Lei 9.787/1999 manda respeitar a decisão expressa de não intercambialidade do médico ou do dentista. A troca só vale do medicamento de referência para o genérico dele, e do genérico para o seu medicamento de referência.

Remédio similar pode ser trocado por genérico?

Não. Segundo a Anvisa, o similar receitado não pode ser trocado por genérico, porque os testes de genéricos e similares foram feitos em comparação ao medicamento de referência, e não entre si. O similar intercambiável pode substituir apenas o seu medicamento de referência, e a bula dele traz a frase de equivalência.

Qual sistema ajuda a drogaria na venda de genéricos no balcão?

O ERP para drogarias da Apogeu Tech junta PDV, cadastro de produtos, estoque e fiscal, com integração ao Farmácia Popular, ao PBM e ao SNGPC. Com o cadastro organizado pelo princípio ativo, fica mais rápido mostrar ao cliente as opções do mesmo medicamento. A empresa atua há 34 anos e faz a implantação completa em 5 dias úteis.

Conclusão: escolha segura com apoio especializado

O genérico tem o mesmo princípio ativo, a mesma dose e a mesma forma do original e comprovou bioequivalência na Anvisa; muda a marca, a embalagem e o preço. O similar só substitui o original quando é intercambiável, e nunca substitui o genérico.

Na drogaria, explicar essa diferença com clareza no balcão ajuda o cliente a escolher. Para organizar cadastro, estoque e venda de referência, genéricos e similares no mesmo sistema, conheça o sistema para drogarias da Apogeu Tech.

Referências e fontes

Compartilhe com sua rede

Compartilhe no FacebookCompartilhe no LinkedIn

Sua farmácia merece um sistema completo

Conheça o sistema da Apogeu para farmácias e drogarias: SNGPC, PBM, Farmácia Popular e PDV integrado.

Conhecer o sistema para farmácias

Artigos relacionados

Farmacêutico preenchendo formulário RMNRB2 em farmácia com receituários B2
22/04/2026

RMNRB2: Relação Mensal de Notificações de Receitas B2

Entenda a RMNRB2, documento obrigatório para farmácias que controlam receitas de anorexígenos da Lista B2.

Leis e Documentos
Farmacêutica utilizando computador para cadastro em programa de benefícios em medicamentos com prateleiras de farmácia ao fundo
18/12/2025

Programa de Benefícios em Medicamentos para Farmácias

Programa de benefícios em medicamentos: aprenda a implementar e recuperar receitas com suporte e integração ágil.

PBM
Xícara de café ao lado de cartela de comprimidos sobre uma mesa branca
22/04/2026

Pode Tomar Remédio com Café? Riscos e Cuidados

Entenda como a cafeína interfere em remédios e saiba por que o ideal é tomar sempre com água para evitar riscos.

Farmácia Popular
Medicamentos genéricos em embalagens diversas organizadas sobre mesa branca com gráficos de crescimento ao fundo
24/07/2025

Venda de Medicamentos Genéricos: Números de 2024 e 2025

Genéricos em 2024: 2,75 bi de embalagens e R$ 21,6 bi (CMED); losartana lidera nas farmácias. Veja ranking, regiões e os números de 2025.

Farmácias e Drogarias