Medicamentos genéricos em embalagens diversas organizadas sobre mesa branca com gráficos de crescimento ao fundo

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Farmácias e Drogarias

Venda de Medicamentos Genéricos: Números de 2024 e 2025

Resposta rápida: em 2024, os medicamentos genéricos venderam 2,75 bilhões de embalagens no Brasil (+11% sobre 2023) e faturaram R$ 21,6 bilhões a preço de indústria (+3,8%), segundo o Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico 2024 da CMED/Anvisa. No varejo farmacêutico, a PróGenéricos, com dados da IQVIA, aponta que o genérico respondeu por 38% das vendas de medicamentos, com a losartana na liderança (167,3 milhões de unidades).

Os números de 2024 vêm de duas fontes que medem coisas diferentes. A CMED consolida o que a indústria vendeu a todos os canais (distribuidores, farmácias, governo, hospitais). A PróGenéricos, com dados da IQVIA, mede o que saiu do balcão das farmácias. Para a drogaria, as duas leituras juntas mostram o peso do genérico no volume e na margem.

Uma fatia expressiva do mercado de medicamentos

O genérico é a maior categoria do mercado farmacêutico em volume. Em 2024, foram 2,75 bilhões de embalagens de genéricos comercializadas pela indústria, de um total de 6,07 bilhões de embalagens de medicamentos, segundo o Anuário Estatístico da CMED 2024. Em faturamento, o genérico somou R$ 21,6 bilhões, 13,42% dos R$ 160,7 bilhões do mercado.

A diferença entre volume e valor se explica pelo preço. O preço médio do genérico em 2024 foi de R$ 7,84 por embalagem, o menor entre todas as categorias do Anuário da CMED. A PróGenéricos calcula que o desconto médio do genérico frente ao medicamento de referência foi de 67% em 2024.

Indicador (2024)GenéricosFonte
Embalagens vendidas pela indústria2,75 bilhões (+11,0%)CMED/Anvisa
Faturamento a preço de indústriaR$ 21,6 bilhões (+3,8%)CMED/Anvisa
Participação no faturamento do mercado13,42%CMED/Anvisa
Preço médio por embalagemR$ 7,84CMED/Anvisa
Empresas, produtos e apresentações89 empresas, 2.620 produtos, 4.859 apresentaçõesCMED/Anvisa
Princípios ativos539CMED/Anvisa
Participação nas vendas de medicamentos38%PróGenéricos/IQVIA
Desconto médio frente ao referência67%PróGenéricos

Para a drogaria, o dado prático é este: o genérico gira muito e tem ticket baixo. Estoque de genérico pede reposição frequente, controle de lote e validade e atenção à margem por item, porque o preço unitário deixa pouco espaço para perda.

O ranking dos genéricos mais vendidos em 2024: crônicos lideram

A losartana foi o genérico mais vendido nas farmácias brasileiras em 2024, com 167,3 milhões de unidades, segundo a PróGenéricos com dados da IQVIA (MAT dezembro de 2024). Medicamentos de uso contínuo para hipertensão aparecem várias vezes no top 10, ao lado de analgésicos e anti-inflamatórios de uso comum.

  1. Losartana (hipertensão): 167,3 milhões de unidades
  2. Dipirona sódica (dor e febre): 104,9 milhões
  3. Hidroclorotiazida (hipertensão): 72,4 milhões
  4. Nimesulida (anti-inflamatório): 71,9 milhões
  5. Tadalafila: 61,3 milhões
  6. Simeticona: 48,7 milhões
  7. Enalapril (hipertensão): 47,7 milhões
  8. Sildenafila: 43,7 milhões
  9. Atenolol (hipertensão): 43,3 milhões
  10. Sinvastatina (colesterol): 41,3 milhões

O Anuário da CMED confirma o padrão no mercado como um todo: medicamentos para hipertensão, diabetes e dislipidemias seguem entre os mais comercializados em volume. No ranking de embalagens de 2024 da CMED (todas as categorias), a losartana potássica ficou em 3º lugar e a metformina em 4º.

Para a farmácia, medicamento de uso contínuo significa cliente que volta todo mês. Falta de losartana na prateleira é venda perdida e, muitas vezes, cliente perdido para a concorrência. Veja também a diferença entre remédio original, genérico e similar, com a regra de troca no balcão.

Vender genéricos é também vender confiança e previsibilidade.

Onde está o faturamento: medicamentos biológicos e novos

O faturamento do mercado farmacêutico se concentra em poucas categorias caras. Em 2024, os medicamentos biológicos tiveram o maior crescimento de faturamento (+25,9%) e responderam por cerca de 30% do total, segundo o Anuário da CMED. Os medicamentos novos somaram R$ 53,1 bilhões (+11,2%), com volume estável.

O genérico faz o caminho inverso: é a maior categoria em volume e uma das menores em preço médio. Para a drogaria, isso significa que o genérico sustenta o fluxo de clientes e a frequência de compra, enquanto a margem em valor absoluto depende do mix com as demais categorias.

Bancada de farmácia cheia de caixas de medicamentos genéricos coloridos O que cada região comprou de genéricos em 2024?

O Sudeste respondeu por cerca de 49,5% das unidades de genéricos vendidas nas farmácias em 2024: 1,08 bilhão de unidades, segundo a PróGenéricos com dados da IQVIA. São Paulo sozinho vendeu 511 milhões de unidades, 23,36% do total nacional.

RegiãoUnidades de genéricos (2024)Participação aproximada
Sudeste1.082.622.16649,5%
Nordeste496.845.98122,7%
Sul330.663.63715,1%
Centro-Oeste167.335.6077,6%
Norte110.097.6125,0%

A participação foi calculada sobre a soma das cinco regiões divulgada pela PróGenéricos. Depois de São Paulo, os estados com mais unidades vendidas foram Minas Gerais (298,7 milhões) e Rio de Janeiro (231,9 milhões).

Tendências que vão além do preço

O preço baixo explica a escolha do genérico, mas a venda depende da operação da farmácia. Três pontos pesam no balcão:

  • Disponibilidade: o cliente de uso contínuo compra onde encontra o produto. Ruptura de losartana ou enalapril é perda de recompra.
  • Lote e validade: genérico de giro alto e preço baixo não comporta perda por vencimento.
  • Troca no balcão: a RDC 16/2007 da Anvisa (Anexo, parte VI, itens 1.3 e 2.1) permite ao farmacêutico trocar o medicamento prescrito pelo genérico correspondente, salvo restrição expressa do prescritor, que precisa ser feita de próprio punho. Um cadastro organizado por princípio ativo agiliza essa oferta.

Prateleira de estoque com caixas de losartana genérica Um sistema de gestão ajuda nos três pontos: mostra o giro por princípio ativo, alerta sobre validade e estoque mínimo e registra a venda no PDV com baixa imediata no estoque. A Apogeu Tech atende o varejo, farmácias incluídas, há 34 anos, com implantação em 5 dias úteis.

O que aconteceu com os genéricos em 2025?

As vendas de genéricos nas farmácias cresceram 8,33% em 2025, para 2,36 bilhões de unidades, segundo a PróGenéricos com dados da IQVIA. O desconto médio frente ao medicamento de referência subiu para 69,83%, e a participação do genérico cresceu em 24 das 27 unidades da Federação.

O ranking de 2025 manteve a losartana na liderança, com 180,5 milhões de unidades, seguida de dipirona (121,7 milhões) e hidroclorotiazida (78,9 milhões). A sinvastatina subiu para o 8º lugar (48,2 milhões) e o anlodipino entrou no top 10. O perfil se manteve: medicamentos de uso contínuo puxam o volume.

Perguntas frequentes

Quanto os genéricos venderam em 2024?

Em 2024, a indústria vendeu 2,75 bilhões de embalagens de genéricos no Brasil, 11% a mais que em 2023, com faturamento de R$ 21,6 bilhões a preço de fábrica, segundo o Anuário Estatístico da CMED. Nas farmácias, a PróGenéricos aponta participação de 38% do genérico nas vendas de medicamentos.

Qual o genérico mais vendido no Brasil?

A losartana, usada no tratamento da hipertensão, foi o genérico mais vendido nas farmácias em 2024, com 167,3 milhões de unidades, e manteve a liderança em 2025, com 180,5 milhões, segundo a PróGenéricos com dados da IQVIA. Dipirona e hidroclorotiazida completam as três primeiras posições nos dois anos.

Quanto o genérico é mais barato que o remédio de referência?

O desconto médio do genérico frente ao medicamento de referência foi de 67% em 2024 e de 69,83% em 2025, segundo a PróGenéricos. No Anuário da CMED de 2024, o genérico teve o menor preço médio por embalagem entre todas as categorias de medicamento: R$ 7,84 a preço de indústria.

Como a farmácia pode controlar o estoque de genéricos?

A farmácia precisa acompanhar giro por princípio ativo, estoque mínimo, lote e validade, porque o genérico vende muito e tem preço baixo. O ERP da Apogeu Tech liga o PDV ao estoque da drogaria, dando baixa a cada venda, e integra as rotinas do setor, como Farmácia Popular, PBM e SNGPC.

O que esperar dos próximos meses?

Os dados de 2024 e 2025 apontam na mesma direção: o genérico ganha volume ano a ano, puxado por medicamentos de uso contínuo. Para a drogaria, a oportunidade está em não deixar faltar os itens de maior giro e em controlar a margem de cada um.

Se quiser ver como PDV, estoque e integrações do setor funcionam no mesmo sistema, conheça o ERP da Apogeu Tech para drogarias e fale com o nosso time.

Referências e fontes

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