Balcão de farmácia com farmacêutico organizando medicamentos essenciais nas prateleiras

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Gestão de Estoque

Lista de medicamentos para abrir uma farmácia

A lista de medicamentos para abrir uma farmácia não pode ser formada apenas pelos remédios mais conhecidos, pois aspectos legais, demanda local e fornecedores também têm peso.

Por que criar uma lista detalhada antes de abrir a farmácia?

Ao planejar o estoque inicial, muitos farmacistas ficam na dúvida: vale começar pequeno e ir aumentando ou investir pesado logo de início? Especialistas mostram que o segredo não está na quantidade, mas sim na escolha correta dos produtos, respeitando regulamentações e preferências regionais.

Um estoque bem montado é o passo que diferencia a farmácia que vende da farmácia que só existe.

Por isso, separar os medicamentos em grupos facilita a reposição e ajuda na conferência das regras da Anvisa, reduzindo riscos de penalidades.

Grupos de medicamentos que não podem faltar no estoque da farmácia

Para criar uma lista segura, a Apogeu Tech recomenda separar o estoque inicial nos seguintes grupos principais:

  • Medicamentos isentos de prescrição (MIPs)
  • Medicamentos sob prescrição simples
  • Medicamentos controlados/monitorados
  • Medicamentos genéricos
  • Medicamentos de uso contínuo
  • Produtos correlatos e de conveniência

Cada categoria tem suas regras e influencia na necessidade do sistema de gestão utilizado. Veja mais detalhes abaixo:

1. Medicamentos simples e de venda livre

São os campeões de saída e de frequência na lista para farmácias iniciantes. Aqui entram analgésicos, antitérmicos, antiácidos, xaropes para tosse e antigripais. Muito populares, esses produtos são vendidos sem receita e atendem demandas de emergência, tornando-se indispensáveis no atendimento diário.

O segredo para esse grupo está em analisar quais laboratórios têm maior aceitação em sua região. Então, vale conversar com outros varejistas e observar farmácias vizinhas.

2. Remédios de uso contínuo e medicamentos de prescrição

Hipertensão, diabetes, colesterol e depressão são condições comuns, principalmente entre pessoas acima dos 40 anos. Os remédios para essas doenças entram obrigatoriamente na lista de compra, pois todo bairro tem clientes que dependem deles mensalmente. Exemplos: losartana, metformina, atenolol, sinvastatina, fluoxetina.

Outra dica: mantenha sempre uma ou duas opções de cada princípio ativo, alternando entre referência e genérico, pois o preço influencia a escolha do consumidor.

3. Remédios controlados e medicamentos monitorados

Esse grupo merece atenção redobrada, pois inclui produtos que só podem ser vendidos com receita especial (azul ou amarela) e, em alguns casos, comunicação eletrônica ao SNGPC. Exemplos incluem antibióticos, tarjas pretas (ansiolíticos, antidepressivos, alguns calmantes), anticonvulsivantes e outros psicotrópicos.

O controle e a rastreabilidade são exigências legais para esses medicamentos. Utilizar um sistema de gestão que faz integração com o SNGPC como o da Apogeu Tech, reduz o risco de problemas com a fiscalização.

4. Genéricos e similares: por que são estratégicos?

A versão genérica dos medicamentos de receita é a preferência de muitos clientes que querem economizar. A inclusão desse grupo na lista inicial é prioridade, já que, além de ter bom giro, contribui diretamente para a margem de lucro.

Um ponto de atenção: escolha fornecedores reconhecidos, pois a procedência interfere na qualidade percebida pelo cliente e evita problemas com órgãos regulatórios.

5. Produtos correlatos e itens de conveniência

Nesse grupo não entram medicamentos, mas produtos que aumentam o ticket médio e atraem fluxo: vitaminas, fraldas, suplementos, curativos, testes rápidos, cosméticos, acessórios para cabelo, escovas, protetores solares, repelentes, além de itens de autocuidado e higiene bucal.

Outra dica de ouro: o perfil da vizinhança deve guiar a escolha desses produtos, já que, em algumas regiões, fraldas e suplementos infantis têm mais saída, enquanto em outras são os produtos para idosos ou de higiene pessoal.

Prateleira de farmácia organizada com diversos produtos e medicamentos Medicamentos liberados, controlados e correlatos: entenda a diferença

Para não correr riscos, é fundamental entender a diferença entre os grupos exigidos pela legislação:

  • Medicamentos liberados: São os MIPs, vendidos sem obrigatoriedade de receita médica. São indicados para sintomas leves e geralmente ficam nas gôndolas de fácil acesso.
  • Medicamentos controlados: Precisam de receita especial, exigem maior controle e emissão de relatórios ao SNGPC (Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados). Armazenados em local trancado e de acesso restrito.
  • Correlatos: Itens que não são medicamentos, mas compõem o mix de saúde/beleza da farmácia, como cosméticos, produtos ortopédicos, aparelhos de pressão, testes rápidos.

A separação correta e o controle desses itens fazem parte da rotina fiscalizatória e ajudam a evitar multas e sanções.

O papel das normas sanitárias na lista inicial

A Anvisa e órgãos estaduais possuem normas claras para entrada, armazenamento e venda de medicamentos, inclusive com auditorias periodicamente em farmácias. O descumprimento dessas normas pode gerar autuações severas, inclusive fechamento do estabelecimento.

Por isso, contar com um sistema de gestão que automatiza o cadastro de produtos, gera alertas de estoque e integra a emissão de relatórios exigidos por órgãos reguladores é fator de segurança para qualquer farmácia.

Como controlar o estoque inicial: dicas práticas

Montar a lista de remédios é só o começo. A rotina exige acompanhamento constante do estoque, prazo de validade, saldo e vendas. Os sistemas de gestão, como o da Apogeu Tech, possibilitam:

  • Cadastro rápido e preciso de cada produto
  • Controle de lotes e validade
  • Rastreabilidade de remédios controlados (SNGPC)
  • Alerta automático para produtos próximos do vencimento

Para muitas farmácias iniciantes, participar do Farmácia Popular pode ser um divisor de águas. Oferecer medicamentos subsidiados pelo governo amplia o poder de atração e demonstra compromisso com a saúde da comunidade.

Funcionário de farmácia atendendo cliente no balcão do programa Farmácia Popular Ao definir a lista de medicamentos, é fundamental prever espaço para os itens cobertos pelo programa, como antidiabéticos, anti-hipertensivos, anticoncepcionais e outros remédios de uso contínuo.

Conclusão: o próximo passo para quem vai abrir uma farmácia

Uma lista bem planejada, fornecedores confiáveis, tecnologia de gestão adequada e olhar atento ao cliente formam o alicerce de todo negócio farmacêutico de sucesso. Ao investir desde o início em controle, boas práticas e sistemas inteligentes, o caminho para o crescimento se torna mais seguro e previsível.

A Apogeu Tech entende a realidade do varejista e oferece soluções pensadas para esse perfil. Quer montar sua lista de medicamentos com eficiência, controle e atendimento humano de verdade? Conheça o sistema de gestão PDV + ERP da Apogeu Tech e simplifique sua rotina desde o primeiro dia de funcionamento da sua farmácia.

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